Diferente de tudo e cheia de si. Assim é Istambul. O ponto de encontro entre o ocidente e o oriente. A cidade dos contrastes.
A capital oriental do império Romano já apelidada de
Bizâncio, Nova Roma, Constantinopla, A Cidade dos Sete Montes, A Rainha das Cidades, A Porta para a Felicidade... é mesmo de cortar a respiração.
Um mercado em tamanho XL onde os sentidos se apuram, a atenção se perde nos promenores que nunca acabam. Uma das maiores cidades da Europa e da Ásia que merece ser vista.
Ali, apeteceu-me ficar mais tempo. Ali, achei graça estar perdida. Ali, e apesar de todas as diferenças, consegui sentir-me em casa.
Não vou esquecer:

Os
cheiros que nos acordam os sentidos e nos confundem o olfacto em cada esquina. A especiarias. A sovaco. A comida. A xixa. A milho. A pão. A bósforo. A poluição. A desconhecido.

A descontracção dos
gatos que se aproximam sem cerimónias. Que dormem refastelados por todo o lado e tomam a cidade como sua.

Os
turcos que se multiplicam nas ruas. Vaidosos e cheios de si. Com uma simpatia castiça. Um humor engraçado e um jeito de engate quase obrigatório onde o toque e as frases feitas chegam a roçar o exagero.


As
turcas que se escondem na timidez. As outras que começam a desabrochar. Os lenços com all star. A Armoni e a Berska. A mistura confusa que nos transtorna a coerencia e nos deixa a pensar... what a hell?!?

As
cores garridas que saltam à vista. Nas casas. Na loiça. Nos candeeiros. Nos tapetes. Na pubicidade. Nas mesquitas. Nos grafittis. Nos quiosques de fruta.

Os
mercados por todo o lado. O Grande Bazar. O regatear.
As montras atoladas de olhos da sorte, tapetes, mantas e tecidos. As pechinchas. As imitações à descarada.
A prata e o ouro à mão de semear. A loiça que prende a vista, os azulejos, as pinturas.

A
comida condimentada. A deliciosamente menos picante. Os doces gelatinosos. O bolo divinalmente suculento. Os geladosde textura diferente.

As
mesquitas de várias formas e tamanhos , que disputam a atenção dos crentes e dos turistas, orgulhosas dos seus minaretes. As orações que dão voz a allāh. Que nos lembram a alto e bom som de que estamos num país islâmico.

A
música alegre que nos contagia. O terraço do hostel cheio de animação. As pessoas de lá. As que chegam de fora. As que se encantam e deixam ficar.
Porque ali, apetece mesmo ficar...
E não é que correu mesmo bem? ESPECTÁCULO! :
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